< Grupo de estudos Miolo v.3: Manoela Barbosa >

É com muito entusiasmo que seguimos compartilhando por aqui um pouquinho sobre os encontros do nosso grupo de estudos! ✨

Na última sexta-feira, dia 30 de outubro, recebemos em nosso cantinho a visita de Manoela Barbosa – que já é de casa, integrando a comissão curatorial e a coordenação do grupo de estudos da MIOLO #3!

Das pegadas que deixou ao fim do último encontro do grupo de estudos da MIOLO #3, Manoela Barbosa jogou ao vento uma semente, um exercício-proposição para brotar em nosso processo formativo para além do instante do encontro. 🌱🌱🌱

Manoela convidou todes nós a produzirmos uma pequena descrição textual e/ou imagética que fale de seus encontros e/ou desencontros com as linguagens literárias negras. A seguir, traremos o fruto que uma das integrantes da MIOLO #3, Bruna Emanuele, colheu dessa proposição-semente!

Assim como nos propusemos a fazê-lo, convidamos todes que quiserem que também semeiem essa semente e partilhem conosco o que dela brotar! Para isso, pedimos que, ao fim, marquem o perfil da MIOLO (@miolorevista) e/ou usem as hashtags #miolorevista e #miologrupodeestudos

Na visita que nos fez no último encontro do grupo de estudos da MIOLO, Manoela Barbosa nos convidou a envolver o corpo inteiro na escrita, nos mostrando a beleza e a ancestralidade que há em entendermos todo movimento como uma forma de grafar-se no mundo. Convidou todes nós a produzirmos uma pequena descrição textual e/ou imagética que fale de seus encontros e/ou desencontros com as linguagens literárias negras. Acima, trazemos o fruto que uma das integrantes da MIOLO #3, Bruna Emanuele, colheu dessa proposição-semente!

“O olho do sol batia sobre as roupas do varal e mamãe sorria feliz. Gotículas de água aspergindo a minha vida-menina balançavam ao vento. pequenas lágrimas dos lençóis. Pedrinhas azuis, pedaços de anil, fiapos de nuvens solitárias caídas do céu eram encontrados ao redor das bacias e tintas das lavagens de roupa. Tudo me causava uma comoção maior. A poesia me visitava e eu nem sabia…” – palavras de Conceição Evaristo, em seu “Poemas da recordação e outros movimentos” (Nandyala, 2008).

Manoela Barbosa

Manoela Barbosa é sertaneja de Jequié (Bahia), licenciada em Filosofia (UESC), mestra em Crítica Cultural (UNEB) e doutoranda em Literatura e Cultura (UFS). Encantadora de palavras, sempre carrega consigo, em suas práticas docente, de pesquisa e de escrita, a escrevivência como prática de cosmovisão da diáspora, como forma se posicionar, insubmissa, perante (e com) o mundo. É também uma das curadoras da MIOLO #3, e junto a Lara Marques e Lia Cunha coordena o grupo de estudos deste número da revista. 🍃